Vitaminas

Alimentos ricos em vitamina B12: a lista com a quantidade por porção

Os alimentos ricos em vitamina B12 são, quase todos, de origem animal: fígado, mariscos, sardinha, atum, carne, ovo, leite e queijo. A referência para adultos é de 2,4 microgramas por dia, e uma lata de sardinha escorrida entrega cerca de três vezes esse valor. A tabela abaixo mostra o teor por porção, com a fonte de cada número.

Mesa de madeira escura com fontes de vitamina B12: lata de sardinha aberta, ovos cozidos, queijo curado, garrafa de leite, iogurte, bife bovino e filés de peixe
Mesa de madeira escura com fontes de vitamina B12: lata de sardinha aberta, ovos cozidos, queijo curado, garrafa de leite, iogurte, bife bovino e filés de peixe

Quais são os alimentos ricos em vitamina B12?

Os alimentos ricos em vitamina B12 são o fígado bovino, os mariscos, o fígado de frango, a sardinha e o atum em lata, o salmão, as carnes, o ovo, o leite, o iogurte e os queijos. Fora dos produtos de origem animal, só os alimentos fortificados contêm a vitamina em quantidade que vale contar.

A maioria das listas publicadas para por aqui, com uma coluna por 100 gramas. Só que ninguém come 100 gramas de queijo no café da manhã. Por isso a tabela abaixo mostra também a porção que vai ao prato, quanto ela representa da referência diária e, em cada linha, de onde veio o número.

Os valores marcados como NIH-ODS vêm da tabela de fontes alimentares do Office of Dietary Supplements, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Os marcados como USDA vêm do FoodData Central. Onde está escrito "rótulo", o teor depende da fortificação de cada marca e não existe valor fixo.

Teor de vitamina B12 por porção, com a base de origem em cada linha. Valores arredondados; a conversão para 100 g é proporcional. A referência de comparação é 2,4 mcg por dia para adultos (NIH-ODS).
AlimentoPorçãoB12 na porçãoDa referência diáriaFonte do valor
Fígado bovino cozido85 g (1 bife pequeno)70,7 mcg29 vezesNIH-ODS
Marisco cozido85 g17,0 mcg7 vezesNIH-ODS
Fígado de frango cozido60 g (2 unidades)cerca de 10 mcg4 vezesUSDA (16,6 mcg/100 g)
Sardinha em lata escorrida84 g (1 lata)cerca de 7,5 mcg3 vezesUSDA (8,9 mcg/100 g)
Levedura nutricional fortificada1/4 de xícara8,3 a 24 mcgvaria muitoNIH-ODS
Salmão cozido85 g2,6 mcg108%NIH-ODS
Atum em lata ao natural85 g escorridos2,5 mcg104%NIH-ODS
Carne bovina moída cozida85 g2,4 mcg100%NIH-ODS
Bife bovino grelhado120 gcerca de 2,4 mcg100%USDA (aprox. 2,0 mcg/100 g)
Leite240 ml (1 copo)1,3 mcg54%NIH-ODS
Iogurte natural170 g (1 pote)1,0 mcg42%NIH-ODS
Cereal matinal fortificado1 porção com 25% do VD0,6 mcg25%NIH-ODS
Queijo curado43 g (2 fatias)0,5 mcg21%NIH-ODS
Ovo de galinha cozido1 unidade (50 g)0,5 mcg21%NIH-ODS
Peito de frango cozido120 gcerca de 0,4 mcg15%USDA (aprox. 0,3 mcg/100 g)
Bebida vegetal fortificada200 ml (1 copo)conforme o rótulovariarótulo do produto
Banana e demais frutas1 unidade0 mcg0%NIH-ODS

De quanta vitamina B12 você precisa por dia?

A partir dos 14 anos, a recomendação é de 2,4 microgramas por dia. Na gestação sobe para 2,6 mcg e na amamentação para 2,8 mcg. São quantidades pequenas, que cabem em uma lata de sardinha dividida em dois almoços.

As faixas abaixo seguem as ingestões recomendadas reunidas pelo Office of Dietary Supplements:

  • De 0 a 6 meses: 0,4 mcg por dia.
  • De 7 a 12 meses: 0,5 mcg por dia.
  • De 1 a 3 anos: 0,9 mcg por dia.
  • De 4 a 8 anos: 1,2 mcg por dia.
  • De 9 a 13 anos: 1,8 mcg por dia.
  • A partir de 14 anos: 2,4 mcg por dia.
  • Gestantes: 2,6 mcg. Lactantes: 2,8 mcg.

Qual é o alimento mais rico em vitamina B12?

Entre os alimentos comuns no Brasil, o fígado bovino lidera: uma porção de 85 gramas traz cerca de 70,7 mcg, segundo o NIH-ODS — quase trinta vezes a referência de um dia. Mariscos e fígado de frango vêm em seguida.

O mesmo fígado concentra também vitamina A pré-formada, e a frequência de consumo é um assunto que merece orientação individual, especialmente na gestação. Nenhum alimento desta lista precisa aparecer no prato todos os dias para que a referência diária seja alcançada.

Ultrapassar a referência não é problema nem objetivo: o NIH-ODS registra que não há limite superior tolerável estabelecido para a B12 dos alimentos, porque o excesso tem baixa absorção e é eliminado. Comer mais fígado do que o corpo usa não traz benefício adicional.

Tábua de madeira com fatias de fígado bovino cru, fígado de frango, bife vermelho, salsinha e cebola cortada ao meio, com frigideira de ferro ao fundo
Fígado bovino e fígado de frango concentram muito mais B12 do que qualquer outro alimento da feira — e, por isso, não dependem de frequência alta.

Por que as tabelas de B12 não batem entre si

Pesquise "salmão vitamina B12" e você encontra 1,2 mcg em uma página e 5,6 mcg em outra, ambas aparentemente sérias. As duas podem estar corretas: elas não estão medindo a mesma coisa.

Quatro fatores explicam quase toda a divergência. A espécie, porque salmão do Atlântico e do Pacífico não são o mesmo peixe. O estado do alimento, já que cozinhar reduz a água e concentra o nutriente. A base de dados, porque a brasileira analisa amostras compradas aqui e a americana, as de lá. E a porção adotada: 85 gramas, a medida usada nas tabelas americanas, e 100 gramas dão resultados diferentes para o mesmo peixe.

É por isso que a coluna "fonte do valor" existe nesta página. Quando duas bases discordam de forma relevante, o valor mais conservador é o mais seguro para planejar a semana.

As fontes mais práticas do mercado brasileiro

Pela relação entre preço, validade e teor, a lata de sardinha é a fonte mais acessível do supermercado brasileiro: uma lata escorrida tem cerca de 7,5 mcg, aproximadamente três vezes a referência diária. O guia completo está em sardinha em lata, com o que muda entre conserva em óleo e em molho de tomate.

Na mesma prateleira, o patê de atum aproveita uma lata ao natural e rende lanche para dois dias. Para peixe fresco, o guia do peixe meca traz as ressalvas de frequência que esse tipo de pescado exige.

Fora dos enlatados, as fontes que mais aparecem no carrinho brasileiro são ovo, leite, iogurte e carne moída. Isoladas, nenhuma fecha o dia; somadas, chegam lá:

  • 1 copo de leite (240 ml) com 1 ovo cozido: cerca de 1,8 mcg, três quartos da referência.
  • 1 porção de carne moída (85 g): 2,4 mcg, o equivalente à referência de um dia.
  • 1 pote de iogurte natural (170 g): 1,0 mcg, útil em dias sem carne no prato.
  • Meia lata de sardinha no almoço: cerca de 3,7 mcg, com a outra metade guardada para o dia seguinte.
Lata de sardinha em óleo aberta e lata de atum em pedaços ao lado de pão rústico, meio limão, garfo e salsinha sobre mesa de madeira clara
Entre as fontes de B12 do supermercado brasileiro, os enlatados de peixe reúnem preço baixo, validade longa e teor alto.

Existe fruta ou vegetal com vitamina B12?

Não. Nenhuma fruta, verdura, legume, grão ou semente é fonte de vitamina B12 — a banana aparece com 0 mcg na própria tabela do NIH-ODS. Quem produz a vitamina são bactérias, e os animais acumulam o que elas produzem. As plantas não fazem isso.

Espirulina, nori, alguns cogumelos e certos fermentados aparecem em listas de "B12 vegetal". O que a maior parte deles contém são análogos inativos, a chamada pseudovitamina B12: moléculas parecidas que o organismo humano não aproveita e que ainda podem confundir a leitura de exames.

A exceção real são os alimentos fortificados, nos quais a vitamina foi adicionada na indústria. Nesse caso é a mesma forma usada em suplementos — e funciona, desde que o rótulo informe a quantidade.

Ovos, leite e queijos: quanto eles entregam de verdade

Um ovo cozido tem 0,5 mcg, cerca de 21% da referência diária. Um copo de leite de 240 ml fica em 1,3 mcg, e duas fatias de queijo curado, em 0,5 mcg. São números modestos perto do fígado, mas é a constância deles que resolve o dia da maior parte das pessoas.

Vale notar que a B12 do ovo está na gema, não na clara. Quem come apenas a clara deixa no prato também a colina e a vitamina D.

A idade muda essa conta. O NIH-ODS orienta que pessoas acima de 50 anos obtenham parte da vitamina por alimentos fortificados ou suplementos, porque a B12 ligada às proteínas dos alimentos depende de ácido gástrico para ser liberada, e essa produção costuma diminuir com o tempo. A decisão sobre suplementar é individual e cabe ao profissional que acompanha a pessoa.

Mesa de madeira rústica junto à janela com tigela de ovos caipiras, ovo cozido mole em prato de cerâmica, copo de leite, tigela de iogurte natural e pedaço de queijo branco
Ovo, leite, iogurte e queijo entregam doses pequenas de B12, mas aparecem quase todo dia — e é a soma que fecha a conta.

Vegetarianos e veganos: fortificados e leitura de rótulo

Quem consome ovos e laticínios consegue se aproximar da referência com regularidade. Quem não consome nenhum produto de origem animal não tem fonte alimentar natural da vitamina e depende de alimentos fortificados, de suplemento ou dos dois — é a orientação registrada no documento do NIH-ODS, não uma questão de preferência.

No Brasil, o valor diário de referência usado nos rótulos é de 2,4 mcg, conforme a Instrução Normativa nº 75/2020 da Anvisa. A conta fica direta: se a tabela nutricional declara 50% do VD por porção, aquela porção traz 1,2 mcg. Se não existe linha de vitamina B12 na tabela, o produto não é fortificado, por mais vegetal que seja a embalagem.

Três produtos costumam aparecer: bebida vegetal fortificada, cereal matinal fortificado e levedura nutricional fortificada. Atenção a esta última, porque boa parte da levedura vendida a granel não recebe fortificação e não traz B12 nenhuma.

Bancada de cozinha com caixa neutra de bebida vegetal, tigela de cereal recebendo bebida vegetal, pote de vidro com levedura nutricional em flocos e óculos de leitura sobre pano de linho
Em produto fortificado, a conta está no rótulo: 50% do valor diário por porção equivalem a 1,2 mcg de vitamina B12.

O cozimento destrói a vitamina B12?

A vitamina B12 é considerada relativamente estável no calor do preparo doméstico. Grelhar um bife, assar um peixe ou cozinhar um ovo não elimina a vitamina do alimento.

Como ela é solúvel em água, parte do que está no alimento migra para o líquido do cozimento. Daí o ajuste prático: aproveitar o caldo da carne, o molho da panela e o molho de tomate da lata de sardinha, em vez de descartá-los. Não há um percentual único de perda que valha para todos os preparos, porque isso depende do tempo, da temperatura e da quantidade de água.

Como as fontes se somam em um dia

A tabela abaixo reúne três combinações possíveis, somadas com os mesmos valores desta página. Não é um cardápio para seguir, e sim uma forma de enxergar como a referência diária é alcançada em estilos de alimentação diferentes.

Exemplos de combinação, não prescrição individual. Totais calculados com os valores por porção desta página, com arredondamento; produtos fortificados variam conforme a marca.
EstiloCafé da manhãAlmoçoLanche ou jantarTotal do dia
Onívoro econômico1 ovo cozido + 1 copo de leite (1,8 mcg)Meia lata de sardinha (3,7 mcg)2 fatias de queijo curado (0,5 mcg)cerca de 6,0 mcg
Ovolactovegetariano1 copo de leite + 1 ovo (1,8 mcg)Omelete de 2 ovos (1,0 mcg)1 pote de iogurte natural (1,0 mcg)cerca de 3,8 mcg
Vegano com fortificadosCereal fortificado + bebida vegetal (conforme rótulo)Prato sem fonte natural de B12Levedura nutricional fortificada (conforme rótulo)depende da fortificação declarada

Por que a comida nem sempre dá conta sozinha

Há um detalhe que nenhuma tabela de composição mostra: a B12 dos alimentos precisa ser liberada da proteína à qual está ligada antes de ser absorvida, e isso depende do ácido do estômago e de uma proteína chamada fator intrínseco, como descreve o NIH-ODS. Por isso a quantidade que está no prato nem sempre é a que chega ao organismo. Este guia para por aqui: se existe ou não deficiência em um caso específico é pergunta de exame de sangue, pedido e interpretado por um profissional.

  • Quem não come nenhum produto de origem animal não tem fonte natural da vitamina e conta com fortificados ou suplemento.
  • A partir dos 50 anos, o próprio NIH-ODS sugere incluir fortificados ou suplemento na conta do dia.
  • Gestantes e lactantes têm referência um pouco maior: 2,6 mcg e 2,8 mcg.
  • Algumas condições de saúde e medicamentos de uso contínuo também interferem na absorção — quem está nessa situação já costuma acompanhar o assunto com um profissional.

Como este guia foi feito

Os números desta página vêm de duas bases públicas de composição de alimentos — o Office of Dietary Supplements dos Institutos Nacionais de Saúde e o USDA FoodData Central — e a origem de cada valor está indicada na própria tabela. As conversões entre porções foram feitas por proporção e arredondadas. Nenhum valor foi estimado sem base.

O texto é escrito e revisado pela redação da NutriVida, por Ahmad Hassan, que é o responsável editorial pelo site e não é profissional de saúde. A revisão é editorial: confere os números contra as fontes citadas e evita promessas de tratamento. Ela não substitui, e não pretende substituir, uma avaliação clínica individual.

Antes de comprar suplemento por conta própria, leve a dúvida a um médico ou nutricionista — é quem pode dizer se ele faz sentido no seu caso. Para seguir pelo caderno, veja os outros guias de vitaminas, as fontes reunidas em alimentos ricos em proteínas e, no lado das receitas, o bolo de fubá com goiabada, que leva ovos e leite na massa.

Perguntas frequentes

Qual alimento tem mais vitamina B12?

O fígado bovino. Uma porção de 85 g traz cerca de 70,7 mcg, segundo a tabela do NIH-ODS, quase trinta vezes a referência diária de um adulto. Mariscos (17 mcg por 85 g) e fígado de frango vêm em seguida. Por concentrarem também vitamina A, as vísceras não dependem de consumo frequente.

Quanta vitamina B12 um adulto precisa por dia?

A referência é de 2,4 microgramas por dia a partir dos 14 anos, 2,6 mcg na gestação e 2,8 mcg na amamentação. Uma porção de carne moída, uma lata de atum ao natural ou a combinação de um ovo com um copo de leite e um iogurte já alcançam esse valor.

Ovo é uma boa fonte de vitamina B12?

É uma fonte útil, não concentrada. Um ovo cozido tem 0,5 mcg, cerca de 21% da referência diária, segundo o NIH-ODS. A vitamina fica na gema, então quem come apenas a clara não a aproveita. Dois ovos com um copo de leite cobrem boa parte do dia.

Existe fruta com vitamina B12?

Não. Nenhuma fruta, verdura ou grão contém vitamina B12 em quantidade aproveitável — a banana aparece com 0 mcg na tabela do NIH-ODS. Espirulina, nori e alguns cogumelos têm análogos inativos, a pseudovitamina B12, que o organismo não usa. As únicas opções vegetais que contam são os alimentos fortificados.

Dá para ter deficiência de B12 mesmo comendo carne?

Sim, porque a absorção depende do ácido gástrico e do fator intrínseco, e não só da quantidade no prato. A idade, algumas condições de saúde e medicamentos de uso contínuo entram nessa conta. A confirmação é feita por exame de sangue solicitado por um profissional.

Quem é vegano consegue vitamina B12 só com alimentos?

Com alimentos naturais, não. É preciso recorrer a produtos fortificados — bebida vegetal, cereal matinal e levedura nutricional com B12 declarada no rótulo — e, na maioria dos casos, também a suplemento. A dose e a frequência devem ser definidas por um médico ou nutricionista.

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

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