Minerais

20 alimentos ricos em potássio: quanto há em cada porção

Alimentos ricos em potássio vão muito além da banana: batata com casca, feijão, abacate, folhas e tamarindo também entram na conta. Veja 20 fontes medidas na porção de verdade, quanto um adulto precisa por dia e quem deve moderar o mineral.

Mesa clara com fontes de potássio: bananas, feijão branco, abacate, batata-doce assada, espinafre refogado, tomate, damasco seco e laranja
Mesa clara com fontes de potássio: bananas, feijão branco, abacate, batata-doce assada, espinafre refogado, tomate, damasco seco e laranja

Alimentos ricos em potássio: 20 fontes medidas na porção

Tabela de composição costuma falar em 100 g. É uma medida útil para comparar amostras, mas pouco parecida com o que vai à mesa: ninguém serve 100 g de cacau em pó, e uma concha de feijão passa desse peso. Por isso, a lista abaixo usa a medida que aparece na cozinha — a unidade, a concha, a colher, o punhado.

Os valores vêm de duas bases brasileiras. A maior parte é da TACO 4ª edição, do NEPA/Unicamp, cujos números são por 100 g de parte comestível e foram convertidos para a massa da porção (mg por 100 g × gramas ÷ 100). Semente de abóbora, cacau e grão-de-bico usam a TBCA 7.3, com as medidas caseiras da própria ficha.

O peso de cada medida caseira — a concha, a colher, a unidade — segue a Tabela de Medidas Referidas da POF 2008-2009, do IBGE, que registra quantos gramas a população brasileira costuma servir em cada tipo de medida. É ela que diz, por exemplo, que uma concha de feijão tem 140 g e uma colher de sopa de espinafre refogado, 25 g.

A ordem da tabela é editorial: frutas, tubérculos, leguminosas, verduras, sementes e cereais. Ela não é um ranking, e a posição de cada alimento não diz que ele é “melhor” que o de baixo.

Potássio presente na porção indicada. Valores arredondados da TACO, 4ª edição e da TBCA 7.3; porções convertidas proporcionalmente quando a base informa o valor por 100 g.
Alimento e preparoPorçãoPotássio (mg)
Banana-nanica, crua1 unidade (75 g de polpa)282
Tamarindo, cru (polpa)1 porção (25 g)181
Abacate, cru1/4 de unidade (100 g de polpa)206
Mamão papaia, cru1/2 unidade (155 g de polpa)195
Maracujá, cru1 unidade (45 g de polpa)152
Batata inglesa, cozida1 unidade (140 g)226
Batata-doce, cozida1 porção (150 g)223
Mandioca, cozida1 pedaço (100 g)100
Cenoura, crua1 unidade pequena (55 g)173
Abóbora cabotian, cozida1 concha (100 g)199
Feijão-carioca, cozido1 concha (140 g)356
Feijão-preto, cozido1 concha (140 g)359
Grão-de-bico, cozido e drenado1 concha cheia (120 g)329
Lentilha, cozida1/2 concha (80 g)176
Couve-manteiga, refogada2 colheres de sopa (40 g)126
Espinafre, refogado2 colheres de sopa (50 g)75
Castanha-do-pará, crua5 unidades (20 g)130
Semente de abóbora, torrada2 colheres de sopa rasas (30 g)274
Cacau em pó sem açúcar1 colher de sopa cheia (15 g)228
Aveia em flocos, crua2 colheres de sopa (30 g)101
Tábua clara com banana, batata com casca, inhame, feijão, couve e tamarindo lado a lado — fontes de potássio além da fruta
A banana é a fonte mais lembrada, mas não é a única — nem sempre a maior na porção.

O que o potássio faz — em linguagem de cozinha

O potássio é um mineral que circula nos líquidos do corpo e participa de três tarefas básicas: ajuda a manter o equilíbrio de água dentro e fora das células, conduz os impulsos nervosos e entra na contração dos músculos — inclusive do coração.

Na prática, é por isso que ele aparece tanto em conversas sobre cãibras, cansaço e pressão arterial. O mineral não “liga” nada sozinho: ele trabalha junto com o sódio, e é o equilíbrio entre os dois que o corpo ajusta o tempo todo, principalmente pelos rins.

Comida é a via mais comum de repor o que se perde no suor e na urina. Frutas, tubérculos, leguminosas, verduras, sementes e cacau são as fontes mais concentradas — e é aí que a lista deste guia começa.

Quanto potássio por dia: as três referências que circulam

Existem três números diferentes rodando na internet, e nenhum deles está “errado” — eles só respondem a perguntas distintas.

A referência americana atual, publicada pelo NIH Office of Dietary Supplements, indica 2.600 mg por dia para mulheres adultas e 3.400 mg para homens adultos. É uma ingestão adequada para a população, não uma prescrição individual.

A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 3.510 mg por dia para adultos, como parte de uma alimentação que também reduza o sódio. É uma meta de saúde pública, pensada para prevenção no conjunto da população.

E os 4.700 mg que aparecem em muitos blogs e em rótulos? Esse número existe e não está errado: é o valor diário (Daily Value) que a FDA usa para calcular o %VD nos rótulos dos Estados Unidos. Ele foi fixado a partir de uma recomendação americana de 2005 e permaneceu no rótulo mesmo depois de as DRIs de 2019 terem sido revisadas para 2.600 e 3.400 mg. Ou seja: é uma referência de rotulagem, não a ingestão recomendada atual.

Referências de ingestão de potássio para adultos, conforme NIH ODS, OMS e FDA. São parâmetros populacionais e de rotulagem, não prescrição individual.
ReferênciaValor para adultosO que é
NIH (DRIs, revisão de 2019)2.600 mg (mulheres) / 3.400 mg (homens)Ingestão adequada para a população
OMSPelo menos 3.510 mgMeta de saúde pública, junto com menos sódio
FDA — valor diário de rotulagem4.700 mgReferência fixa usada no %VD dos rótulos dos EUA

Qual alimento tem mais potássio? A régua muda a resposta

Se a pergunta for “o que tem mais potássio em 100 g”, a resposta puxa para os alimentos secos e concentrados: cacau em pó sem açúcar (quase 1.524 mg), semente de abóbora torrada (919 mg) e tamarindo (723 mg).

Mas ninguém come 100 g de cacau. Na porção real, as posições mudam: uma concha de feijão-carioca entrega 356 mg, uma banana entrega 282 mg e duas colheres de semente de abóbora entregam 274 mg.

É por isso que a pergunta “qual tem mais?” precisa de uma segunda pergunta: em qual porção? A resposta honesta é sempre a dupla alimento + medida.

O mesmo alimento em duas réguas: valor por 100 g e valor na porção caseira, a partir da TACO 4ª edição e da TBCA 7.3.
AlimentoPor 100 gNa porção do dia a dia
Cacau em pó sem açúcar1.524 mg228 mg (1 colher de sopa, 15 g)
Semente de abóbora919 mg274 mg (2 colheres de sopa, 30 g)
Tamarindo723 mg181 mg (1 porção, 25 g)
Banana-nanica376 mg282 mg (1 unidade, 75 g)
Feijão-carioca cozido255 mg356 mg (1 concha, 140 g)
Batata inglesa cozida161 mg226 mg (1 unidade, 140 g)
Concha de feijão, colher de semente de abóbora, uma banana e um maracujá cortado ao meio medidos lado a lado sobre bancada clara
A mesma tabela, olhada na medida da cozinha, muda a ordem dos alimentos.

Por que os números da internet não batem: TACO × USDA

Quem compara duas listas de potássio costuma encontrar valores diferentes para o “mesmo” alimento. Na maioria das vezes, não é erro: são amostras, variedades e preparos distintos.

O caso mais claro é o abacate. A TACO analisa o abacate vendido no Brasil, com 206 mg por 100 g. A base americana (USDA FoodData Central) analisa o Hass, menor e mais oleoso, com 485 mg na mesma quantidade. A diferença de mais que o dobro vem da variedade, não de um erro de tabela.

O mesmo vale dentro do Brasil: o mamão papaia tem 126 mg por 100 g, e o formosa, 222 mg. Os dois são mamão, e os dois números estão certos. Para não misturar réguas, este guia usa TACO e TBCA do começo ao fim — e você pode ver a comparação completa no artigo sobre abacate e seus benefícios.

Valores por 100 g de parte comestível: TACO 4ª edição (amostras brasileiras) e USDA FoodData Central (amostras dos Estados Unidos).
AlimentoTACO (Brasil)USDA (EUA)Motivo da diferença
Abacate206 mg485 mgVariedade: abacate brasileiro × Hass
Banana376 mg (nanica)358 mg (média)Variedade e ponto de maturação
Mamão126 mg (papaia)182 mg (média)Espécie: papaia × formosa

Potássio e sódio: o equilíbrio que aparece na pressão

Potássio e sódio são os dois minerais que o corpo usa para regular o volume de líquidos. Eles não funcionam como opostos absolutos, mas o balanço entre os dois aparece em praticamente todo estudo sobre pressão arterial.

O que as revisões de população mostram é uma associação: dietas com mais potássio e menos sódio tendem a acompanhar pressão arterial mais baixa em adultos. É por isso que a OMS recomenda menos de 2.000 mg de sódio por dia (o equivalente a 5 g de sal) e pelo menos 3.510 mg de potássio. O Guia Alimentar para a População Brasileira segue a mesma lógica: menos tempero industrializado, mais feijão, fruta, verdura e legume no prato.

Associação não é garantia individual. A pressão de cada pessoa depende de genética, peso, sono, estresse, outros hábitos e medicamentos. A alimentação é parte do cuidado e não substitui acompanhamento profissional — quem tem pressão alta, doença renal ou usa remédios de uso contínuo deve conversar com quem acompanha sua saúde antes de mudar a rotina por conta própria.

Cozinhar tira potássio? O que a água leva embora

Sim, parte do potássio sai do alimento durante o cozimento — e vai para a água. Quanto sai depende do método: ferver em bastante água e descartar a água é o que mais reduz o mineral; cozinhar no vapor, refogar ou assar com casca preserva mais.

O Ministério da Saúde usa exatamente esse princípio na orientação a pacientes renais: vários legumes aparecem como “baixo teor de potássio se cozidos em água fervente e desprezando a água da fervura”.

Essa é a razão pela qual a tabela identifica o preparo de cada alimento. “Batata cozida” e “batata assada com casca” não são o mesmo número, ainda que sejam a mesma batata.

Efeito do método de preparo sobre o potássio, conforme orientação do Ministério da Saúde para a doença renal crônica.
MétodoO que acontece com o potássio
Ferver em bastante água e descartarMaior perda — o mineral migra para a água
Cozinhar no vaporPerda menor que na fervura com descarte
RefogarPouca perda para a água; o óleo dilui o valor por 100 g
Assar com cascaPreserva mais, porque a água do alimento evapora, não escorre
Duas panelas lado a lado: uma com legumes fervendo em água e outra com legumes no vapor
A água da fervura leva parte do mineral. Descartá-la é uma escolha, não um acidente.

Quem precisa moderar: doença renal, diuréticos e coração

Para a maioria das pessoas, comer alimentos ricos em potássio é parte de uma alimentação variada. Para alguns grupos, porém, o mineral precisa de controle — e esse controle é individual.

Pessoas com doença renal crônica, em diálise ou com insuficiência cardíaca podem receber orientação para limitar o potássio. Cada caso tem um limite próprio, definido a partir de exames e do estágio da doença — duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem receber orientações diferentes.

Medicamentos também mexem com o potássio, e em direções opostas. Diuréticos tiazídicos e de alça costumam reduzir o mineral no sangue; já os diuréticos poupadores de potássio (como a espironolactona), os inibidores da ECA, os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) e os suplementos podem elevar. O efeito depende do remédio, da dose, da função dos rins e do resto da alimentação, e costuma ser acompanhado com exames.

Nesses casos, não vale cortar alimentos, começar suplemento por conta própria nem seguir lista de internet. A quantidade, o preparo e as escolhas são definidos pela equipe que acompanha o tratamento. A listagem de alimentos do Ministério da Saúde e as orientações da Sociedade Brasileira de Nefrologia são referências usadas nesse acompanhamento.

“Sal light” não é sal: o cloreto de potássio do mercado

O sal light existe: parte do cloreto de sódio é substituída por cloreto de potássio, e o rótulo mostra essa troca. Para quem quer reduzir sódio, ele pode parecer uma solução simples — mas não é um produto neutro.

O cloreto de potássio é justamente a forma usada em suplementos e em alguns substitutos de sal. Por isso, quem tem doença renal, usa medicamentos que retêm potássio ou faz acompanhamento cardiológico deve conversar com o profissional antes de trocar o sal comum pelo light.

Para o restante das pessoas, a recomendação continua sendo a da cozinha: menos tempero pronto, mais ervas, alho, cebola, limão e pimenta. O sal light é uma ferramenta pontual, não uma autorização para exagerar no saleiro.

Saleiro comum ao lado de um pacote de sal light com o rótulo de ingredientes visível
No sal light, parte do sódio dá lugar ao cloreto de potássio — o rótulo mostra a troca.

Um dia de potássio no prato brasileiro

Somar o dia é mais útil que decorar um número. O cardápio abaixo usa apenas porções que aparecem na tabela principal — nada de alimento exótico e nada de suplemento.

O total fica em 2.229 mg, abaixo dos 2.600 mg de referência para mulheres adultas e longe dos 3.400 mg dos homens. É assim que a maioria dos dias fica: perto, mas não no alvo. Note também que a banana entra uma única vez; o resto vem de feijão, folhas, tubérculo, castanha e fruta.

Um dia montado com as porções da tabela principal. Total calculado a partir dos valores da TACO 4ª edição e da TBCA 7.3.
RefeiçãoItensPotássio
Café da manhã1 banana-nanica (75 g) + 2 colheres de aveia + 1 colher de cacau em pó611 mg
Almoço1 concha de feijão-carioca + 2 colheres de couve refogada + 1 concha de abóbora cozida681 mg
Lanche5 castanhas-do-pará + 1 maracujá282 mg
Jantar1 porção de batata-doce + 1/2 concha de lentilha + 2 colheres de espinafre refogado474 mg
Extra1 porção de polpa de tamarindo (suco)181 mg
Total2.229 mg
  • Para chegar aos 2.600 mg, uma concha de grão-de-bico no jantar (329 mg) e um maracujá no lanche (152 mg) levam o dia a 2.710 mg.
  • Sem grão-de-bico, uma segunda banana no café da manhã soma 282 mg e fecha o dia em 2.511 mg — ainda abaixo da referência feminina.
Três pratos vistos de cima representando café da manhã, almoço e jantar com fontes de potássio
Um dia comum, montado com o que já existe na cozinha brasileira.

Erros comuns (e como não cair neles)

A lista de erros se repete em quase toda conversa sobre potássio. Nenhum deles é grave sozinho, mas juntos eles transformam uma tabela útil em dieta inventada.

  • Achar que potássio é só banana. A fruta é prática e fácil de carregar, mas feijão, batata, folhas e sementes entregam tanto ou mais na porção.
  • Comparar 100 g com a porção que vai ao prato. É o erro que faz o cacau em pó parecer imbatível e a batata parecer fraca.
  • Trocar comida por suplemento sem indicação. A maior parte da necessidade cabe no prato; suplemento é decisão profissional.
  • Descartar a água do cozimento sem saber o efeito. Para quem precisa reduzir potássio, isso ajuda; para os demais, pode ser perda desnecessária de sabor e de outros nutrientes.
  • Usar sal light por conta própria. A troca envolve cloreto de potássio e merece conversa com quem acompanha sua saúde.
  • Tratar uma tabela como dieta. Números ajudam a comparar; eles não prescrevem porção nem substituem acompanhamento.

Para continuar lendo

O potássio não anda sozinho no prato. A concha de feijão que abre este guia também aparece no artigo de alimentos ricos em ferro e na comparação entre potássio e magnésio, que usa os mesmos registros da TACO.

Se a sua dúvida é o grão, o guia do feijão-carioca mostra o molho, o tempo de pressão e o caldo. Para o tubérculo, o purê de batata-doce resolve a parte da cozinha; para a castanha, o artigo da castanha-do-pará com casca explica como abrir e guardar. Quem começa o dia com aveia encontra as porções no guia do farelo de aveia.

Para ver todos os guias do caderno, visite a página de Minerais.

Perguntas frequentes

Qual é o alimento mais rico em potássio?

Depende da régua. Por 100 g, o cacau em pó sem açúcar aparece com 1.524 mg, a semente de abóbora torrada com 919 mg e o tamarindo com 723 mg. Na porção real, uma concha de feijão-carioca tem 356 mg, uma banana tem 282 mg e uma colher de cacau, 228 mg. Comparar porções é mais útil que comparar 100 g.

A banana é a maior fonte de potássio?

Não. A banana é uma fonte prática e fácil de transportar, mas feijão, tamarindo, batata e sementes entregam quantidades parecidas ou maiores na porção. Uma concha de feijão-carioca (140 g) tem 356 mg, mais que uma banana-nanica inteira (282 mg), e o tamarindo concentra 723 mg por 100 g.

Quanto de potássio por dia um adulto precisa?

A referência americana atual (NIH) indica 2.600 mg para mulheres adultas e 3.400 mg para homens. A OMS recomenda pelo menos 3.510 mg como meta de saúde pública. Já os 4.700 mg que aparecem em rótulos são o valor diário da FDA, usado para calcular o %VD — uma referência de rotulagem, não a ingestão recomendada atual.

Quem tem pressão alta deve comer mais potássio?

Uma alimentação com mais comida de verdade e menos sódio é parte do cuidado da pressão alta, mas não substitui acompanhamento. Estudos de população mostram associação entre mais potássio e pressão mais baixa, sem garantir o mesmo efeito para cada pessoa. Quem tem doença renal ou usa medicamentos que mexem com potássio precisa de orientação individual antes de aumentar a ingestão.

Cozinhar os legumes faz perder potássio?

Sim, parte do mineral passa para a água. Ferver em bastante água e descartar a água é o método que mais reduz o potássio; cozinhar no vapor, refogar ou assar com casca preserva mais. Por isso a tabela identifica o preparo de cada alimento.

Quem tem doença renal pode comer alimentos ricos em potássio?

Depende do caso, do estágio da doença e dos exames. Muitas pessoas com doença renal recebem orientação para limitar o potássio, e a quantidade é definida pela equipe que acompanha o tratamento, caso a caso. O preparo — ferver e descartar a água, por exemplo — também entra nessa orientação.

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

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